Vitamina D: para que serve, quanto tomar e riscos do excesso

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Vitamina D: mulher caminhando ao sol da manhã em um parque

Tempo de leitura: 7 min

A vitamina D é um pró-hormônio que participa do funcionamento do sistema imunológico e da absorção de cálcio e fósforo, essenciais para a saúde óssea.

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Pontos principais

  • É uma vitamina lipossolúvel: fica armazenada no tecido adiposo e é liberada conforme necessário.
  • Peixes gordurosos, fígado de boi, queijo, gema de ovo e alimentos fortificados são fontes de vitamina D.
  • Participa da saúde óssea, da função muscular e da modulação do sistema imunológico.
  • O excesso pode causar hipervitaminose D e interagir com certos medicamentos, por isso o médico deve ser informado sobre a suplementação.
  • O texto detalha como a dose suplementada se relaciona com o nível de 25(OH)D no sangue.

O que é a vitamina D?

A vitamina D é um pró-hormônio que desempenha importantes funções no nosso organismo, dentre elas estão a participação no funcionamento do sistema imunológico e absorção do cálcio e fósforo, essenciais para a saúde óssea. É uma vitamina lipossolúvel, o que significa que é armazenada no tecido adiposo do corpo e liberada conforme necessário.

Quais alimentos são ricos em vitamina D?

Alguns alimentos contêm vitamina D de forma natural ou são fortificados com a vitamina. Exemplos incluem peixes gordurosos (como salmão, cavala e sardinha), fígado de boi, queijo, gema de ovo, e alimentos fortificados como leite e cereais.

Qual é o benefício/funções da vitamina D?

A vitamina D3 desempenha papéis essenciais no organismo. Abaixo alguns exemplos:

Saúde óssea

A vitamina D3 é crucial para a saúde dos ossos porque facilita a absorção de cálcio e fósforo no intestino. Isso ajuda a manter níveis adequados desses minerais no sangue, essenciais para a formação e manutenção de ossos fortes e saudáveis. A deficiência de vitamina D3 pode levar a condições como osteoporose em adultos e raquitismo em crianças.

Sistema imunológico

A vitamina D3 tem um papel importante na modulação do sistema imunológico. Ela ajuda a fortalecer a resposta imunológica do corpo, aumentando a resistência contra infecções e doenças autoimunes. Estudos sugerem que a vitamina D3 pode reduzir o risco de infecções respiratórias e outras doenças infecciosas.

Saúde muscular

A vitamina D3 contribui para a saúde muscular, ajudando a manter a função e a força muscular. A deficiência de vitamina D3 está associada à fraqueza muscular e a um risco aumentado de quedas, especialmente em idosos.

Função cardiovascular

Pesquisas indicam que a vitamina D3 pode ter benefícios para a saúde cardiovascular. Níveis adequados de vitamina D3 podem estar associados a uma menor incidência de doenças cardíacas, hipertensão e derrames.

Prevenção de doenças crônicas

Há evidências de que a vitamina D3 pode ajudar a reduzir o risco de certas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, esclerose múltipla e alguns tipos de câncer. Embora os estudos ainda estejam em andamento, esses potenciais benefícios são promissores.

Inflamação e imunidade

A vitamina D3 pode ajudar a regular a resposta inflamatória do corpo, o que é crucial para a prevenção e o manejo de doenças autoimunes. Ela ajuda a controlar a produção de citocinas inflamatórias e promove a resposta imune adequada.

O que a vitamina D faz no corpo?

A vitamina D3 desempenha uma variedade de funções vitais no corpo humano, desde a manutenção da saúde óssea até a regulação do sistema imunológico, função muscular, saúde cardiovascular e muito mais. Manter níveis adequados de vitamina D3 é essencial para a saúde geral e o bem-estar.

Vitamina D faz mal?

Embora a vitamina D3 seja essencial para a saúde, consumi-la em excesso pode ter efeitos negativos. Aqui estão alguns pontos a serem considerados:

  1. Toxicidade por Vitamina D (Hipervitaminose D):

A ingestão excessiva de vitamina D3 pode levar à hipervitaminose D, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia). Isso pode causar uma série de sintomas, como náuseas, vômitos, fraqueza, confusão, dor abdominal, sede excessiva, micção frequente e constipação. A hipercalcemia crônica pode levar a danos nos órgãos, como rins, coração e vasos sanguíneos, além de aumentar o risco de cálculos renais (pedras nos rins).

  1. Interferência com Medicamentos:

A vitamina D3 pode interagir com certos medicamentos, como corticosteroides, medicamentos para pressão arterial e alguns medicamentos para o coração. Isso pode levar a complicações e efeitos adversos. É importante informar o médico sobre qualquer suplementação de vitamina D3 ao iniciar um novo medicamento para evitar interações prejudiciais.

  1. Risco de Cálcio Depositado em Tecidos (Calcificação Tecidual):

Níveis excessivos de vitamina D3 podem resultar em calcificação excessiva de tecidos moles, como vasos sanguíneos, tecido renal e tecido pulmonar. Isso pode levar a complicações graves e danos aos órgãos.

Quanto tempo leva para a vitamina D dar resultado?

O tempo necessário para que a vitamina D comece a mostrar resultados pode variar de pessoa para pessoa e depende de vários fatores, incluindo a dose consumida, os níveis iniciais de vitamina D no organismo, a forma de administração (por exemplo, exposição ao sol, suplementação ou dieta) e a condição de saúde específica de cada indivíduo.

Como usar/quanto tomar de vitamina D?

De forma simplificada, a cada 100ui de vitamina D3 suplementadas, os valores de 25(OH)D sobem de 0,7 a 1ng/mL, mas esta está estimativa linear é pouco exata. A revisão de Amrein et. al (2020) informa que a suplementação de 1000ui de vitamina D3 pode elevar os níveis de 25(OH)D em 6-10 ng/mL ao logo de vários meses. De maneira geral, uma dose diária de 800UI é suficiente para normalizar os níveis de 25(OH)D de adultos sem comorbidades (normalizar em 20ng/mL). Para idosos, as doses vão de 1.000 a 2.000ui por dia ou 7.000 a 14.000ui por semana. Para valores de 25(OH)D menores que 20ng/mL são necessárias doses maiores do que 1000ui de vitamina D3 para se atingir a meta de 30ng/mL.

Quem pode/quando usar a vitamina D?

A vitamina D3 pode ser usada por uma ampla gama de pessoas, desde aquelas que têm deficiência diagnosticada de vitamina D até aquelas que desejam manter níveis saudáveis dessa vitamina para promover a saúde óssea e geral. Aqui estão algumas situações em que o uso de vitamina D3 pode ser apropriado:

  1. Pessoas com Deficiência de Vitamina D:

Indivíduos com deficiência ou insuficiência de vitamina D, diagnosticada por meio de exames de sangue, podem se beneficiar da suplementação de vitamina D3 para aumentar seus níveis sanguíneos.

  1. Grupos de Risco:

Grupos que podem ter um risco aumentado de deficiência de vitamina D incluem idosos, pessoas com pele mais escura, aqueles que têm pouca exposição ao sol (devido a fatores como trabalho em ambientes fechados, uso de roupas protetoras, coberturas de pele por motivos religiosos, entre outros), pessoas com obesidade, lactentes amamentados exclusivamente, pessoas com absorção comprometida devido a condições médicas como doença celíaca, doença inflamatória intestinal ou cirurgias bariátricas, entre outros.

  1. Prevenção de Doenças:

Algumas pesquisas sugerem que a manutenção de níveis adequados de vitamina D pode estar associada a um menor risco de certas doenças crônicas, como osteoporose, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, esclerose múltipla e alguns tipos de câncer. Portanto, a suplementação de vitamina D3 pode ser considerada como uma medida preventiva em certos casos.

  1. Pessoas que Vivem em Áreas com Pouca Luz Solar:

Indivíduos que vivem em regiões com baixa exposição solar durante todo o ano podem ter dificuldade em obter vitamina D suficiente apenas através da exposição ao sol e da dieta, tornando a suplementação uma opção viável para manter níveis adequados de vitamina D.

  1. Mulheres Grávidas e Lactantes:

Mulheres grávidas e lactantes têm necessidades aumentadas de vitamina D para apoiar sua própria saúde óssea, bem como o desenvolvimento saudável do bebê. A suplementação de vitamina D3 pode ser recomendada para garantir níveis adequados durante esses períodos. Importante: Antes de iniciar qualquer suplementação de vitamina D3, é importante consultar um profissional de saúde para determinar a dose adequada com base em fatores individuais, como idade, estado de saúde, níveis sanguíneos de vitamina D e outros medicamentos ou suplementos que você possa estar tomando. O acompanhamento médico é essencial para garantir que a suplementação seja segura e eficaz, especialmente em casos de deficiência grave ou condições médicas subjacentes.

Quais são os grupos de risco para deficiência de vitamina D?

Idosos (acima de 60 anos). Indivíduos com quedas recorrentes e fraturas. Gestantes ou lactantes. Osteoporose (primária ou secundária). Doenças osteometabólicas (raquitismo, osteomalácia, hiperparatireoidismo). Doença Renal Crônica. Síndromes de má absorção (pós bariátrica, Doenças Inflamatórias Intestinais). Medicações que interfiram no status da vitamina D. Neoplasias malignas. Sarcopenia. Diabetes. Indivíduos com restrição a exposição solar (institucionalizados, acamados). Obesidade. Indivíduos com pele escura.  

Quais os valores de referência de vitamina D?

Os intervalos de referência da 25(OH)D passaram por uma alteração em 2018 no posicionamento oficial da SBEM e SBPC/ML, que classificaram da seguinte maneira: Acima de 20 ng/mL é o valor desejável para a população saudável até 60 anos. Entre 30 a 60 ng/mL é o valor recomendado para grupos de risco. Acima de 100 ng/mL há risco de toxicidade. Apesar desta classificação, muitos autores consideram que níveis abaixo de 30 ng/mL sinalizam deficiência para todos os indivíduos.  

Quais os sinais e sintomas da deficiência de vitamina D?

  • Baixa imunidade;
  • Fadiga sem motivo aparente;
  • Dores nos ossos
  • Dores nas costas
  • Desânimo constante;
  • Problemas de cicatrização;
  • Perda de cabelo;
  • Dor muscular

   

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