Sensibilidade à cafeína

Muitas pessoas afirmam que com o passar do tempo, deixam de sentir os efeitos da cafeína sobre o estado de alerta. Uma das explicações para isso é relacionada à metabolização da cafeína.

A cafeína é metabolizada no fígado, pelas enzimas do citocromo P450, responsáveis por mais de 90% da depuração da cafeína. A enzima responsável pelo metabolismo da cafeína é codificada pelo gene CYP1A2.

O consumo de cafeína altera a expressão dessa enzima (CYP1A2), ou seja, quanto mais café o indivíduo ingere, mais CYP1A2 ele expressa e quanto mais CYP1A2 ele expressa, maior é a metabolização da cafeína. Quanto maior for a metabolização da cafeína, menos sensível o indivíduo fica a ela e quanto menor a sensibilidade, maior a dose que a pessoa terá de tomar para ficar agitada.

Além da exposição a substâncias, como a cafeína e o álcool (esse último exerce efeito inibitório sobre a CYP1A2) influenciarem a atividade da CYP1A2, fatores genéticos também influenciam a atividade dessa enzima. Isso explica o motivo de algumas pessoas serem naturalmente mais sensíveis ou não à cafeína do que outras.

Tem algum amigo viciado em café? Marque ele aqui nos comentários!

Referências:

Arnaud MJ. Pharmacokinetics and metabolism of natural methylxanthines in animal and man. Handb Exp Pharmacol. 2011

Le Marchand L, Franke AA, Custer L, Wilkens LR, Cooney RV. Lifestyle and nutritional correlates of cytochrome CYP1A2 activity: inverse associations with plasma lutein and alpha-tocopherol. Pharmacogenetics. 1997

Yang A, Palmer AA, de Wit H. Genetics of caffeine consumption and responses to caffeine. Psychopharmacology (Berl). 2010

Wyllian Oliveira
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Wyllian Oliveira

Educador Físico Graduando em Nutrição

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