Exercício aeróbio e saúde cardíaca

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Em todo o mundo a atividade física é recomendada para prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares (DCV). Diversos estudos têm mostrado benefícios do exercício regular para o sistema cardiovascular em diferentes populações, como jovens, idosos, indivíduos saudáveis e até mesmo​​ doentes.

A aptidão cardiorrespiratória está fortemente associada à longevidade, independentemente de fatores de risco tradicionais, como obesidade e o fumo. Alguns estudos pioneiros mostram que a alta aptidão cardiorrespiratória está associada a uma redução de 60–70% no risco de DCV.

Embora muitos fatores influenciem a aptidão cardiorespiratória, a capacidade de bombeamento cardíaco é o mais importante deles e ele é significativamente afetado pelo exercício.

A estrutura e morfologia cardíaca também são profundamente alteradas com o treinamento em longo prazo. Estudos transversais relatam que os corações de atletas de resistência são significativamente maiores do que aqueles da população em geral. Essa hipertrofia cardíaca com treinamento é acompanhada por aumentos proporcionais dos volumes do ventrículo esquerdo (VE), característica da chamada hipertrofia excêntrica. Este perfil estrutural é substancialmente diferente das características da hipertrofia do sistema cardíaco observada na hipertensão, estenose aórtica, infarto do miocárdio e cardiomiopatia dilatada, que são acompanhados por enrijecimento ventricular e débito cardíaco severamente diminuído. A hipertrofia cardíaca induzida por exercício físico é acompanhada pela melhora da função contrátil (sistólica) e diastólica, e é reversível com destreinamento, a hipertrofia cardíaca induzida pelo envelhecimento ou por doenças é persistente e associada a comprometimentos metabólicos e funcionais.

Outro efeito do treinamento aeróbio na DCV é o fenômeno da reversão da remodelação cardíaca. O coração doente experimenta danos estruturais e adaptações como resultado da condição patológica. Alguns estudos com modelos animais mostram que o exercício aeróbio reverte parcialmente as características estruturais anormais de corações doentes e esta reversão é seguida pela melhora da capacidade contrátil dos cardiomiócitos, encurtamento da fração ventricular e débito cardíaco.

Muitos estudos relatam melhor vascularização cardíaca, parcial recuperação do débito cardíaco, complacência ventricular aumentada e arritmias diminuídas após treinamento aeróbio em populações com DCV ou modelos animais. Outros estudos mostram que a lesão isquêmica crônica é significativamente atenuada em corações exercitados e mesmo os corações com insuficiência severa exibem melhorias substanciais após o treinamento físico.

Finalizando, diversos são os benefícios do treinamento aeróbio para o sistema cardiovascular. Procure um profissional para orientar seus treinos e potencializar seus resultados.

Referências:

Moreira, J.B.N., Wohlwend, M. & Wisløff, U. Exercise and cardiac health: physiological and molecular insights. Nat Metab 2, 829–839 (2020).

Wyllian Oliveira
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Wyllian Oliveira

Educador Físico Graduando em Nutrição

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